quarta-feira, 14 de maio de 2014

Porque o Uruguai nos surpreende

Por que o Uruguai nos surpreende?

As leis aprovadas no governo de Mujica inspiram caminhos para superar velhos problemas

Por Salvador Schavelzon, antropólogo, professor e pesquisador na Universidade Federal de São Paulo

O Uruguai é um país com 3,5 milhões de habitantes, com a agricultura e a criação de gado como atividades econômicas principais, em que se vive um ritmo calmo de uma população madura.

 Seu sucesso futebolístico e as praias de veraneio trouxeram reconhecimento. Além de Carlos Gardel, cujo nascimento é disputado com a Argentina, músicos como Jaime Ross, Alfredo Zitarrosa e Daniel Viglietti fizeram brilhar a música uruguaia junto ao ritmo de candombe e as murgas (espécie de coral) de carnaval, herança afro-uruguaia hoje em vigor.

 Agora o país rio-platense chama a atenção do mundo graças ao seu avanço em leis progressistas. Veremos em que consistem as mesmas, qual é o contexto político-histórico que permite entender o lugar vanguardista desse país em várias iniciativas e também quais são os obstáculos para aprovar medidas parecidas no Brasil.

Leis progressistas

Logo da chegada à Presidência de José “Pepe” Mujica, ex-guerrilheiro do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, que passou 14 anos preso durante a ditadura militar, a primeira lei que chamou a atenção foi a descriminalização do aborto. A coalizão governista Frente Ampla, pela qual Mujica teve acesso ao Senado antes de assumir a Presidência, já havia proposto em 2007 um projeto sobre o tema. Naquela época, entretanto, o presidente Tabaré Vázquez – também da Frente Ampla – opõe-se ao voto do seu próprio partido. Com Mujica, em 2012, a lei foi aprovada.

A Interrupção da gravidez 

O tema da interrupção da gravidez gerou forte oposição de setores religiosos, para quem o começo da vida  se dá desde a concepção. Ainda assim venceram os que defendem a regulamentação do aborto, quando ainda não se atinge etapas avançadas da gestação, a fim de evitar procedimentos clandestinos, sem condições sanitárias e com frequentes consequências graves para a mãe, em especial  as pertencentes à população pobre. Outro argumento tem a ver com a importância do planejamento familiar, pelos problemas sociais agravados por nascimentos não esperados, às vezes produto de estupro, casos nos quais os religiosos também se opõem. O direito e a liberdade de a mulher decidir sobre o seu corpo também é um dos argumentos do debate.

 

Os incentivadores da lei uruguaia propõem que o Estado controle a realização de abortos em mulheres com até 12 semanas de gestação, além de educação sexual que seja acessível a todos. Depois de seis meses em vigência, o ministro da Saúde anunciou de forma auspiciosa que não foram registradas mortes por interrupções de gestação realizadas com o controle do Estado. O tema encerrou-se quando a Igreja Católica e os partidos de oposição propuseram um referendo para derrubar a lei, mas menos de 9% do colégio eleitoral se propôs a votar. Eram necessários 25% para que seja convocado um referendo obrigatório.

O Matrimônio Igualitário 

A segunda lei que colocou o Uruguai na vanguarda progressista da América Latina foi a do matrimônio igualitário, de abril de 2013. A legislação permite a adoção também aos casais homossexuais e que a ordem do sobrenome dos filhos seja decidida pelos pais. O Uruguai também fez possível o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas. 

A Igreja Iniciou uma campanha de Oposição

A Igreja iniciou uma campanha de oposição, similar à iniciada pelo papa Francisco quando ele era cardeal na Argentina e o governo de Cristina Kirchner aprovou projeto do mesmo tipo. A opinião de Bergoglio, que considera o casamento homossexual pecaminoso, contrário à família e aos planos de Deus, foi citada pela igreja uruguaia.

A Legislação da Maconha 

A terceira lei que fez voltar os olhos para o Uruguai foi a legalização da maconha, cujas características da legislação a fazem única no mundo. Já era possível cultivar e possuir a erva para consumo individual, como em outros países, mas agora o Estado passaria a controlar produção, distribuição e venda. Como nos casos de aborto, o governo não nega os efeitos nocivos para a saúde, mas argumenta que as formas tradicionais de lutar contra o consumo e o tráfico fracassaram.

 Coragem uruguaia

O “experimento” que o país empreende, segundo anunciou Mujica, tem a ver com uma nova estratégia para combater o narcotráfico e seus efeitos corrosivos nos aparatos de repressão e na vida carcerária. O presidente explicou que se trata de não dar as costas a um problema que está perante todos. Aos 78 anos, Mujica fala às pessoas da sua geração com seu característico linguajar popular e pede que o país seja valente e não abandone os jovens.

 Essas leis permitem aceder a um debate internacional onde assistimos a crenças e ordens jurídicos em contínua mudança. Há um choque entre posições conservadoras, em que valores morais ou religiosos se opõem a mudanças, e posições progressistas. Estas últimas, ora apontam para um avanço de direitos para superar a discriminação de indivíduos, ora enfatizam a procura de soluções ante problemas sociais.

Outras leis como a eutanâcia aguardam 

 Outras leis, como a eutanásia, aguardam para ser tratadas pelo Congresso. Mas nem tudo tem sido vitória para o governo da Frente Ampla, que sofreu um revés pelo voto negativo num referendo que buscava derrubar a lei que impede julgar os crimes da ditadura.

 Leis contratitórias

Na defesa das leis vemos confluir dois tipos de argumentos aparentemente contraditórios: um com ênfase no papel interventor do Estado nos problemas sociais, priorizando os mais desfavorecidos, outro mais liberal, argumentando contra a regulação estatal na vida das pessoas (homossexuais, mulheres e usuários de drogas, neste caso).

A oposição política

 Esses dois avanços atravessam transversalmente o arco político ideológico e fazem que tanto líderes provenientes da esquerda socialista, como Mujica, e personalidades mundiais do mundo liberal e empresarial defendam essas mudanças, como que outros governos da região vindos da esquerda se oponham.

Os alvos de debates 

O debate uruguaio encontra-se assim embaralhado: Mujica é alvo de críticas conservadoras, pelas leis mencionadas, mas também é criticado por dar continuidade a políticas econômicas que não favorecem a distribuição da renda e o acesso à terra, ou que trazem críticas de setores ecologistas. 

A “Suíça” da América

Além das posições políticas rígidas, o Uruguai soube ver que era possível avançar e mostrou iniciativa. Porém, a sintonia com debates jurídicos e sociais contemporâneos não deve ser vista como uma questão de oportunismo ou casualidade conjuntural. Essas políticas possuem antecedentes.

O Uruguai sempre foi o pioneiro em direitos civis 

Se revisarmos a história, veremos que o Uruguai era pioneiro em medidas relacionadas com direitos civis e a democratização da sociedade, o que junto com a forte estrutura bancária, lhe valeu o título de “Suíça” da América. Entre as leis vanguardistas está a do Divórcio, de 1907, pioneira entre os seus vizinhos e inédita em permitir que a separação fosse iniciativa feminina (a partir de 1913). A recente lei do matrimônio igualitário a modifica, permitindo também que seja o homem quem toma a iniciativa.

 O primeiro pais latino americano a permitir o voto feminino

O Uruguai foi também o primeiro país latino-americano a permitir o voto feminino, em 1927. A primeira votante, curiosamente, foi uma brasileira de 90 anos residente no país. Com uma importante lei de educação que também foi pioneira em garantir a educação obrigatória, laica e gratuita, o país se converteria no mais alfabetizado da região, com fama de povo culto e bons índices de desenvolvimento humano. Em relação direta com o debate atual da legislação da maconha – que a Frente Ampla afirma que se estenderá a outras drogas – o Estado uruguaio regulou no princípio do século XX o consumo e venda de álcool, permitindo que os lucros sejam revertidos em saúde pública.

 O Presidente que influenciou as leis trabalhistas

O presidente Batlle y Ordóñez foi quem incentivou muitas dessas reformas e, impulsionou leis trabalhistas importantes, e também perfilou um Estado laico. A tendência de separação entre o Estado e as distintas confissões de fé marcou a modernidade política da Europa, com reformas religiosas e o avanço do secularismo, mas ainda é tema de debate por distintas formas de influência da igreja na política.

 Um país com limitação ao ensino religioso

O Uruguai se converteu no país mais laico da região com várias medidas que já levam mais de um século, como a regulamentação e limitação do ensino religioso, a proibição de crucifixos em hospitais e escolas, eliminação de capelães das Forças Armadas, reconhecimento do matrimônio civil e o desconhecimento do religioso, juramento dos presidentes sobre a Constituição. Apesar de contar com maioria da população de tradição católica, no Uruguai não há feriados religiosos e o Dia de Reis se chama Dia das Crianças. A Semana Santa é a Semana do Turismo e o Natal se conhece como o Dia da Família.

 A oposição da Igreja nas últimas leis uruguais

Diante da oposição bélica da Igreja nas últimas leis uruguaias, dá para entender a relação entre sua aprovação e a separação real entre Estado e religião. O caráter laico, inclusive, foi recentemente demonstrado por Mujica quando ele decidiu não comparecer à posse do papa Francisco. Depois, numa viagem em busca de atrair investimentos, Mujica visitou o papa, com quem comparte um estilo marcado pelos gestos de simplicidade e rejeição aos privilégios do poder – o presidente viaja em aviões comerciais, utiliza um velho fusca, doa 90% do seu salário e vive numa pequena casa rural, sem depender de cozinheiros ou empregados domésticos. Porém Mujica referiu-se em declarações posteriores à necessidade de “reformar a última corte antiga que permanece sobre a terra”.

 A bancada parlamentarista evangélica

Se compararmos com o Uruguai, vamos nos deparar com as dificuldades de aprovar leis como as uruguaias no Brasil, devido às relações íntimas entre política e religião no País. Uma importante bancada parlamentarista evangélica de 80 membros, transversal aos distintos partidos, impede o tratamento parlamentar brasileiro desses temas. Basta observar que o casamento entre pessoas do mesmo sexo só foi legalizado no Brasil pela via judicial. Outro exemplo do poder de fogo da bancada religiosa foi a suspensão do material didático do MEC que trazia conteúdos contra a homofobia. É bom lembrar que o tema droga é conduzido exclusivamente no País pelas forças policiais e militares.

 

Apesar de serem calculadas duas mortes por dia no Brasil por abortos clandestinos, a força dos setores religiosos obrigou Dilma Rousseff e seu oponente José Serra a declarar-se contra o aborto, convertendo-se no principal tema do debate no segundo turno das eleições de 2010. Em 2007, Dilma havia manifestado seu apoio a uma descriminalização do aborto, mas saiu depois garantindo o “direito à vida”. Procuravam os votos da terceira opositora concorrente da eleição, Marina Silva, que propôs um referendo sobre o tema, desde sua oposição ao aborto de acordo com a sua filiação evangélica. Segundo cálculos do Sistema Único de Saúde, 1 milhão de abortos inseguros acontecem no País por ano, e um quinto das mulheres já o fizeram alguma vez, sendo a maioria delas maiores de idade, casadas e religiosas.

 Em Sala / Tabus


Como a legalização das drogas, o casamento gay e o aborto são tratados no debate nacional

Atividades didáticas baseadas na matriz do Enem

1) Investigue o estado da legislação sobre drogas, casamento de pessoas do mesmo sexo e aborto no Brasil. Houve iniciativas legislativas a respeito?

2) Pesquise em quais lugares do mundo há leis que legalizam as drogas, o aborto e permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

3) Procure o significado e a diferença dos seguintes termos: laicismo, secularismo, ateísmo, clericalismo, anticlericalismo, integrismo, teocracia.

 Competências: Usar saberes históricos para compreender e valorizar fundamentos cidadãos e democráticos

Habilidades
: Analisar lutas sociais e conquistas no que se refere às mudanças nas legislações ou políticas


 

Essa é a História do Uruguai

Essa é a História do Uruguai

O registro da história do Uruguai se inicia com a chegada dos primeiros europeus à área no início do século XVI.

 Tanto a Espanha como Portugal procuraram colonizar o futuro Uruguai. Portugal tinha por base a Colônia do Sacramento (na margem oposta a Buenos Aires, no rio da Prata), enquanto a Espanha ocupava Montevidéu, fundada noséculo XVIII e que veio a se tornar a capital do futuro país.

O início do século XIX viu o surgimento de movimentos de independência por toda a América do Sul, incluindo o Uruguai, cujo território constituiu parte da Banda Oriental do Uruguai (isto é, "faixa a leste do rio Uruguai"), cujo território foi disputado pelos estados nascentes do Brasil, herdeiro de Portugal, e das Províncias Unidas do Rio da Prata, atualmente República Argentina, com capital em Buenos Aires, herdeira do Vice-reinado do Prata da Espanha.

O Brasil sob domínio de Portugal, havia ocupado a área em 1811 e a anexado em 1821 (ler Incorporação da Cisplatina em História do Brasil). Mas uma nova revolta iniciou-se a25 de Agosto de 1825.

 O Uruguai se tornou uma nação independente com o Tratado de Montevidéu, de 1828. As negociações para a independência tiveram o auxílio de George Canning, então chefe do Foreign Office ou Ministério do Exterior britânico, para consolidar a livre navegação do rio da Prata. Foi José Artigas, entretanto, a pessoa capaz de aglutinar internamente as expectativas uruguaias de independência, cabendo-lhe o mérito da independência.

A partir daí, o país experimentou uma série de presidentes eleitos e nomeados e entrou em conflitos com estados vizinhos, flutuações e modernizações políticas e econômicas e grandes fluxos de imigrantes, provenientes especialmente da Europa.

 Os militares tomaram o controle da administração em 1973 e o governo civil só regressou em 1985, um ano depois de vastos e violentos protestos contra os regimes militares na América do Sul, inclusive no Uruguai.

 Período pré-descobrimento,Mapa com as diferentes etnias indígenas que habitavam a região do Rio da Prata antes da chegada dos colonizadores europeus.

O Uruguai é, atualmente, o único país da América do Sul que não apresenta população indígena sobrevivente. Entretanto, o primeiro registro arqueológico de evidência humana na região do atual território uruguaio data de 8.000 anos atrás, como o testemunham os cerritos de indios, a Gruta do Palácio em Flores ou os recentes achado em Salto .

 Estes povos antigos caçavam animais e coletavam plantas para sobreviver, desenvolvendo ferramentas de pedra mais sofisticadas entre 4.000 e 8.000 anos atrás. Neste período, também desenvolveram o uso do arco e flechas.

Os principais vestígios das civilizações pré-históricas uruguaias são os chamados cerritos de indios, montes de terra e pedras existentes próximos da fronteira com o Brasil, desde La Coronilla, no departamento de Rocha, até as margens do rio Negro, em Tacuarembó e Cerro Largo

Apesar de descobertos no século XIX, a investigação minuciosa dos cerritos de indios começou somente em 1986, por três equipes formadas pelo Ministerio de Educación y Cultura e docentes, e alunos da Facultad de Humanidades y Ciencia de la Educación.3

Atualmente, sabe-se que as mais antigas destas construções foram erguidas em 3000 a.C. e as mais recentes datam de meados do século XVIII

Estima-se que existem mais de mil cerritos de indios no território uruguaio. Provavelmente tais construções eram utilizadas em rituais fúnebres, já que, em seu interior, foram encontrados esqueletos e crâniosapresentando marcas que sugerem a retirada do couro cabeludo.

 Perto de alguns esqueletos, foram encontradas boleadeiraspunções feitas de osso de lobo-marinho, pedras de quartzo, esqueletos de cães e mandíbulas de raposas

As dimensões dos cerritos variam de meio metro a 7 m de altura e chegam a ter 35 metros de circunferência na base. Atualmente, credita-se estas construções à tribo dos guenoas. .

Outras etnias indígenas também habitaram o Uruguai ao longo dos tempos, como os arechanes, os guaianases, os yaros, os mboanes, os chanás, os tapes, os mbiás, osminuanos, os guaranis e os charruas

Os arechanes ocupavam a região dos atuais departamentos de Rocha, Treinta y Tres e Cerro Largo e muito provavelmente se estenderam até parte de Rivera e Tacuarembó, em sua parte oriental.

 Os guaianases se assentaram na margem esquerda do Rio Uruguai, em Artigas e Salto, e provavelmente em PaysandúRío Negro, além de parte de Rivera e Tacuarembó. 

Alguns restos arqueológicos permitem localizá-los em San José e até o arroio Solís Grande. Os yaros ocupavam a margem esquerda do Rio Uruguai, entre os rios Negro e San Salvador, mas também ao norte, chegando à região do Salto.

Os mboanes habitavam a costa oriental do Uruguai, ao norte do Rio Negro, na região dos departamentos de Paysandú e Salto. 

Foram absorvidos pelos charruas no começo doséculo XVIII. Os chanás localizavam-se desde o norte de Salto Grande até a costa do atual departamento de Colonia.

 Os minuanos, nativos das planíces do norte do Rio ParanáEntre Ríos, atravessaram a margem oriental do Rio Uruguai por volta de 1630, onde se uniram aos charruas. Em sua extensão, chegaram às lagoas Mirim e dos Patos.

Os guaranis eram antropófagos e estavam situados no litoral e em ilhas do estuário do Prata. Ao que parece, seu território se estendia até as proximidades do arroio San Juan, toda a margem esquerda do Rio Uruguai e a boca do arroio Santa Lucía. 

Os tapes ocupavam a região ao leste da Coxilha de Sant'Ana, limite natural entre Brasil e Uruguai, de onde invadiram o solo uruguaio pelo noroeste. Pertenciam ao grupo guarani, eram semi-sedentários e cultivavam a terra, ainda que também praticassem a caça e a pesca.

Os charruas eram a principal etnia indígena do território uruguaio e a que mais ofereceu resistência aos europeus. Consistiam em uma pequena tribo nômade caçadora-coletora que ocupava uma área ao norte do Rio da Prata, entre os rios UruguaiIbicuí e Negro

Foram encaminhados para o sul pelos guaranis do Paraguai. Eram uma tribo guerreira extremamente feroz, que tinha o hábito de atacar os povos pacíficos das planícies, queimando suas casas e matando seus habitantes.


 

domingo, 29 de setembro de 2013

Educação no Uruguai

O sistema educativo uruguaio está organizado em níveis:
Educação Pré-escolar
Educação Primária (6 anos)
Educação Média: ciclo básico (3 anos) e segundo ciclo ou bacharelato (3 anos)
Educação Terciária ou Superior
Educação Pré-escolar ou Inicial:
Dirige-se à população infantil compreendida entre os 3 e os 5 anos inclusive, é obrigatória para as crianças de 5 anos de idade.
Educação Primária:
Dirige-se à população dos 6 aos 14 anos nas modalidades de educação comum, especial (dirigida às crianças com capacidades diferentes) e rural. É gratuita e obrigatória.
Educação Média:
Ciclo Básico: Dirige-se à população estudantil com o ciclo de primária, é comum a todas as orientações e é obrigatório.
Segundo Ciclo: Bacharelato Diversificado e Educação Técnica. O primeiro grau do bacharelato divide-se em três áreas básicas, Biologia, Humanística e Científica, que se diversificam em 6 opções no segundo e último grau e é requisito para a entrada nos estudos terciários.
Educação Técnica: Tem diferentes modalidades que vão de 1 a 7 anos. Divide-se em quatro sectores, Agrário, Industrial, Artístico Artesanal e Serviços.
Educação Técnico-Profissional: Através dos seus cursos mais avançados, dá entrada para os estudos Universitários e de Formação Docente.
Educação Terciária ou Superior:
Este nível divide-se em Terciário Universitário e Terciário não Universitário, segundo o decreto 308/995, aprovado a 11 de Agosto de 1995.
Terciário Universitário inclui a Universidade da República (autónoma e gratuita), assim como quatro universidades privadas (Universidade Católica, Universidade ORT, Universidade de Montevideo e Universidade da Empresa).
Terciário não Universitário inclui Institutos de Formação Docente, Centro de Design Industrial na órbita do Ministério de Educação e Cultura, Escola Militar, Escola Naval e Escola Militar de Aeronáutica na órbita do Ministério de Defesa, Escola Nacional de Polícia na órbita do Ministério de Interior, e Institutos Privados.

O sistema educativo Terciário Privado no Uruguai está regulado pelo Decreto 308/995 de "Ordenamento do Sistema de Ensino Terciário Privado".

Segundo o mesmo, "considera-se ensino terciário aquele que, supondo, pelo seu conteúdo que os seus estudantes tenham frequentado, com aprovação, os ciclos completos de ensino primário e secundário ou técnico-profissional em institutos estatais ou privados habilitados, aprofunda e amplia a formação em algum ramo do conhecimento" (Art. 1). Dentro do ensino terciário, encontra-se o ensino universitário, o qual corresponde ao ensino que integra processos de geração e aplicação do conhecimento mediante a investigação e a extensão das suas actividades para o meio social.

O decreto 308/995 prevê dois tipos de instituições universitárias (Art. 4):
as que realizam actividades de ensino, investigação e extensão numa ou mais áreas disciplinares associadas, ou em duas não associadas e que recebem a denominação de "Instituto Universitário".
as que realizam actividades de ensino, investigação e extensão em três ou mais áreas disciplinares não associadas e que utilizam a denominação de "Universidade".
Títulos Profissionais
Um título profissional é o que acredita que a pessoa frequentou com aprovação em instituições universitárias ou universidades os estudos correspondentes a um curso universitário completo.
Estes títulos profissionais podem ser:
  • Licenciatura, que acredita a conclusão de um primeiro grau.
  • Especialização, que acredita a conclusão de estudos específicos de aprofundamento numa disciplina ou num conjunto de disciplinas associadas, incluídas no curso universitário de primeiro grau.
  • Mestrado ou Bacharelato, acredita a conclusão de estudos de complementação, ampliação e aprofundamento dos estudos universitários de primeiro grau, e de tarefas de investigação que impliquem um tratamento activo e criativo do conhecimento, incluindo a elaboração de uma tese ou memória final.
  • Doutoramento, acredita a conclusão de estudos de complementação, ampliação e aprofundamento dos de mestrado, e o desenvolvimento de tarefas de investigação original superior, mediante a elaboração de uma tese.
Áreas educativas e Faculdades:
Agronomia
Arquitectura
Belas Artes
Bibliotecologia
Ciências
Ciências Económicas e de Administração
Ciências Sociais
Comunicação
Direito
Design
Enfermagem
Escola de Parteiras
Humanidades e Ciências da Educação
Engenharia e Tecnologia
Medicina
Música
Nutrição e Dietética
Odontologia
Psicologia
Química
Tecnologia Médica
Tecnologia Odontológica
Teologia
Veterinária
Sistema de avaliação e qualificação dos estudantes
Há exames parciais, trabalhos práticos e exames finais para as diferentes matérias. A qualificação é numérica (de 0 a 12).

Principais características Hidrográficas do Uruguai

 
 
 

 






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QUALIDADE AMBIENTAL 

REGIÃO HIDROGRÁFICA DO URUGUAI
Principais características da Região Hidrográfica do Uruguai:

• Região Transfronteiriça:
- 214 municípios;
 
- Ocupa 57,8% do território do Estado;
- 3.032.719 habitantes (30% da população do Estado);
- Área banhada de 155.790 km2,no RS;

• Potencial Energético de 8 milhões kWh;
• Abrange 13 COREDES, sendo 8 totalmente inseridos na Região e 5 parcialmente;
• Apresenta 31% do PIB estadual, grande pobreza, êxodo e graves problemas ambientais.

• Ao Norte:
 
- Atividades agropecuárias e agroindustriais;
 
- Pequenas e médias propriedades (produção diversificada);
 
- Grande participação da cultura da soja;

• Ao Sul:
 
- Atividades agropecuárias (grande e média propriedade);
 
- Atividade de pecuária e orizicultura;

• O Médio Alto Uruguai apresenta:
- Alto nível de pobreza (entre as 13 regiões mais pobres do país);
- Estrutura fundiária de minifúndios;
- As regiões características são a Encosta de Cima da Serra, o Planalto e a Campanha, que apresentam:
³ grande diversidade de ambientes naturais;
³ importantes remanescentes de Mata Atlântica;

Principais problemas ambientais:

 Descarga de esgotos sem tratamento nos corpos hídricos 
• Grandes cargas de efluentes de dejetos de aves e suínos e de efluentes industriais sem tratamento;
 
• Atividade agrícola sem utilização de práticas de conservação dos solos;
 
• Uso indiscriminado de agrotóxicos;
 
• Graves processos erosivos, assoreamento dos mananciais hídricos e contaminação por agrotóxicos;
 
• Perfuração de poços profundos, sem pesquisa, sem licenciamento e sem a avaliação do potencial dos aquíferos;
 
• Desmatamento intenso, principalmente em florestas ribeirinhas;
• Grande retirada de água para irrigação de arroz (indisponibilidade de água para outros usos);
 
• Desequilíbrio natural pela drenagem das zonas úmidas;
• Processo intenso de arenização (ravinamento, voçorocas, pecuária extensiva (pisoteamento) e compactação dos solos;
• Disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos, a maioria dos municípios não têm aterros sanitários;
• Problemas relacionados com a mineração;
Estudos, pesquisas e programas:

 PNMA II: Monitoramento da Qualidade da Água.
• PNMAII - Gestão Integrada de Ativos Ambientais
 
• Planos Diretores de Bacias: Ibicuí, Turvo, Santa Rosa e Santo Cristo.

Aprendendo sobre o Uruguai

Geografia do Uruguai 
Características geográficas do Uruguai, área, relevo, clima, recursos naturais, mapa, problemas ambientais


Cerro Catedral: ponto mais alto do relevo uruguaio

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Prostituição Infantil Omissão também é Prática

Prostituição infantil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Estátua do século XIX representando a prostituição infantil.
A prostituição infantil é uma forma de exploração de crianças onde essas são levadas aprostituirem-se. Ocorre sobretudo em locais com condições socioeconômicas desfavoráveis. Muitas vezes as crianças são levadas à prostituição pelos próprios pais, ou por meio de aliciadores.
A presença de crianças em prostituição atrai muitos pedófilos praticantes do turismo sexual. Na maioria dos países a exploração da prostituição infantil corresponde em umcrime grave.
A prostituição infantil pode ser causada quando uma garota tem sua primeira relação sexual prematuramente e é um mal presente em todas as partes do país, normalmente envolvendo o crime organizado que alicia crianças e jovens para essa atividade. A prostituição infantil pode acontecer: Quando uma criança ou adolescente se prostitui nas ruas de qualquer cidade em busca de dinheiro. A criança leva este fim quando é submetida à violência dentro de casa e resolve fugir. Para fugir, necessita de ajuda de terceiros e faz qualquer coisa para ficar livre de casa e de sua família, se submetendo a qualquer tipo de pagamento. Desse modo, iniciam a vida sexual e posteriormente tornam-se escravas do sexo para ganharem dinheiro para comer, se vestir e, principalmente, para se drogar. Normalmente são aliciadas por outras pessoas, que permanecem por trás da organização, mas há casos de menores que encontram “um ponto” e ali permanecem para vender seu corpo.
No Brasil A prostituição infantil é um mau presente em todas as partes do país, normalmente envolvendo o crime organizado que alicia crianças e jovens para essa atividade. Ela se mostra de forma explícita nas ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife. Em Brasília a prostituição infantil não é tão incidente quanto nas outras cidades, mas é um problema que já começa a preocupar.
O Brasil é considerado a ter o pior registro da criança o tráfico sexual depois da Tailândia. Segundo o relatório do Projeto de Proteção, várias fontes oficiais concordam que a partir de 250.000 a 500.000 crianças de 10 a 15 anos vivem como prostitutas criança, mas outras fontes no Brasil colocam o número em até 2.000.000 crianças